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Março 2013
 

ESCOLA É SOBRETUDO GENTE!

Tenho lido e visto matérias interessantes sobre o tema Educação, especialmente a do Brasil


A partir da leitura de Gustavo Ioschope no livro "O que o Brasil quer ser quando crescer?" conclui que o maior problema e que pouco se discute é a total inversão do foco, vejamos: ao invés de se gastar tempo e recursos naquilo que realmente importa, ou seja, nas variáveis qualitativas (formação dos professores e diretores, práticas de sala de aula, dever de casa, avaliação, qualidade dos livros didáticos, currículo e comprometimento com resultados) investe-se sim, sobre as variáveis quantitativas, tome-se por exemplo: computadores, prédios, uniformes, merenda, fixação nacional e salário de professores.

Além dessa inversão acerca do foco central, outro grande desafio seria formar as famílias para participarem da escola. Nesse mister a articulação e integração das Secretarias de Assistência Social – representadas pelos CRAS – são imprescindíveis, vez que possuem como objetivo primordial o fortalecimento dos laços familiares.

Exemplo de parceria bem sucedida podemos citar o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e o Distrito Federal e Governo Federal onde realizarão no Brasil um projeto piloto que une famílias, escolas e comunidades para promover o bem-estar de crianças


Também acerca da participação da comunidade/família na vida da escola convém enaltecer o da Escola Municipal Presidente Campos Sales em Heliópolis São Paulo, na qual o professor Braz Rodrigues Nogueira implantou a "Escola sem Fronteiras". Nela não existe barreiras, nem muro entre a escola e a comunidade. Diz ele: "A escola deve se misturar e se contaminar com o bem e o mal das comunidades. Começamos a "quebrar" suas paredes distribuindo chaves para uso de entidades locais em sábados, domingos e feriados, o que provocou uma forte aproximação com os moradores". Diga-se senso de "pertencimento"


Sob outra abordagem não devemos perder de vista que o ponto crucial seria alfabetizar e/ou aumentar o nível educacional dos pais, haja vista que, esse fator é comprovadamente três vezes mais importante que a escolarização dos professores.

A Educação para o século XXI consiste realmente nisso. A lógica de todo o sistema deve ser realmente alterada – lousa eletrônica e salários mais altos para os professores – realmente não bastam. Seguindo Lya Luft : "Educar não é apenas instruir, ensinar a ler, escrever e calcular.Educar é – deveria ser –antes de mais nada ensinar a pensar. Ensinar a questionar. Abrir cabeças e preparar para enfrentar a vida, não apenas ganhando um ou dois ou mil salários, mas sentindo-se capaz e consciente para fazer suas escolhas e viver sua vida"


Quem sabe há que se seguir o modelo da China em que o exercício da docência é uma tarefa compartilhada, onde os professores constroem juntos o que, uns aproveitando as virtudes dos outros, convirjam para as melhores práticas. Lá a promoção (que é opcional) se dá, não por imposição de sindicatos e sim através da "meritocracia". Há três níveis salariais (baixo/médio/alto) onde para passar de um nível para o outro, além de se candidatar o professor passa por entrevistas e testes e assume compromisso de continuar melhorando


O professor Philips Higgs da África do Sul na "Cúpula Mundial da Família" em Paris, com maestria discorreu: "Sem Educação não há mudança e sem mudança não há Educação"!

 
 

Presidente 
Luciane Munhoz D’Alecio


Março, 2013

 

 
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