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// Editorial
 
Janeiro 2008
 

POLÔNIA 2007

Conhecer outros povos, como vivem e pensam, sua história e tradições, sempre me fascinou , pois sou, por formação, uma pesquisadora da natureza, principalmente a humana.

A Cúpula Mundial da Família +3, realizada de 26 a 29 de novembro na Polônia, me proporcionou conhecer um pouco mais sobre a diversidade das culturas e costumes, mas também me fez ver que acima de qualquer diferença, somos todos seres da mesma espécie, tendo de conviver em um mesmo espaço, o planeta Terra, e que temos dificuldades em comum, mas felizmente a busca de soluções pode ser socializada.

Nas histórias de sucesso, nos foi apresentado boas práticas que resultam no envolvimento de diferentes setores da sociedade, através da participação, do diálogo de políticas compartilhando boas práticas e lições de aprendizado, ajudando a desenhar programas inovadores e agregando novos parceiros.

As discussões da cúpula abordaram as seguintes metas:
· Meta 4 - reduzir a mortalidade infantil.
· Meta 5 - melhorar a saúde materna,
· Meta 8 - estabelecer uma parceria global para o desenvolvimento.

O Brasil foi representado pela experiência de Curitiba na ação social , relatado pela ex-Primeira Dama de Curitiba, Marina Taniguchi, e pela campanha “Gols pela Vida”, do hospital Pequeno Príncipe , também de Curitiba, que conta com o apoio de Pelé, apresentado pela Diretora de Marketing Ety Cristina Carneiro, aliás uma das finalistas do prêmio “As mulheres mais influentes do Brasil”.

Também tivemos a participação da representante do Ministério da Saúde. Dra. Maria Hortência Ferro Costa Maciel, apresentando o programa Saúde da Família (PSF), que segundo ela, está em funcionamento em todos os municípios do Brasil.

Além da participação na Cúpula, que foi muito produtiva, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da história da Polônia, uma história de dor, perdas, resistência e determinação.

Varsóvia, sua capital, foi o centro da resistência polonesa na II guerra, sendo quase totalmente destruída pelos alemães, mas reconstruída com orgulho e tenacidade por um povo com um forte senso telúrico. Nos emocionou o orgulho com que o guia local nos contou a história da resistência do seu povo, que tem, entre seus mais ilustres filhos, figuras de grande importância na história da humanidade, como Nicolau Copérnico, Chopin, Maria Curie, Papa João Paulo II.

Conhecemos Cracóvia, localizada no sul do país, nas margens do rio Vístula, conta hoje com cerca de 779 mil habitantes. Foi fundada por volta do ano 700, sendo capital da Polônia entre 1320 e 1596. Foi atacada e devastada pelos mongóis em 1241, 1259 e 1287. Fez parte da Áustria, com o nome de Krakau, de 1795 a 1809 e de 1846 a 1914. O Centro Histórico de Cracóvia foi inscrito pela UNESCO em 1978 na lista do Patrimônio Mundial, sendo sede da antiga e prestigiosa Universidade Jaguelônica.

Entretanto, de todas as experiências que tivemos durante esta estadia na Polônia, o que mais me impressionou foi conhecer os campos de extermínio de Auschwitz e Birkenau, monumentos à insensatez humana, reconhecido como símbolo do terror, genocídio e holocausto. Mais de 1,2 milhões de pessoas estiveram presas nestes campos: judeus, polacos, ciganos, presos políticos e de guerra, sendo grande parte exterminada.

Lá presenciei a crueldade em formas inimagináveis de tortura e degradação humana.

Meu consolo é saber que hoje, fazemos parte de uma grande corrente mundial que luta pela vida e pela tolerância.

 
 

Rosária Sékua
Janeiro, 2008

Foto: Durante a Cúpula Mundial da Família +2, na Jordânia

 
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