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Setembro 2007
 

ORGANIZAÇÃO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO DO 3º SETOR

A humanidade desde o início de sua história por instinto de sobrevivência teve a necessidade de organizar em sociedade.

A organização social, sob as mais variadas formas, foi sendo constituída pelo mundo afora, mas sempre seguindo um padrão hierárquico, com funções e objetivos determinados.

Surgiram várias formas de organização, entre elas, a democracia, que teve origem na Grécia Antiga.

Atenas e outras cidades-estados implantaram um sistema de governo por meio do qual todos os cidadãos livres podiam eleger seus governantes e serem eleitos para tal função.

A democracia atual não consiste só em eleições. Ela também inclui todo um rol de direitos e deveres bem variados.

Vivemos hoje em nosso país uma forma de organização social democrática, que tem por escopo o envolvimento da sociedade como um todo e exigindo sua participação efetiva em todas as esferas: econômica, social, política e governamental.

Segundo Draibe (in Tonella, 2006, p.15), “a participação social constitui mecanismo eficaz de controle sobre as políticas públicas, garantindo que o funcionamento do sistema esteja sempre sob o olho e o crivo daqueles que, mais que governantes e burocratas, têm interesse no seu sucesso.”

Para Hannah Arendt, “Um indivíduo quando está na família, quando está lá no seu grupo primário, ele é um indivíduo, ele só se transforma em cidadão quando ele atua no espaço público, ou seja, quando ele estabelece relações com os outros atores que disputam recursos, interesses, oportunidades, num espaço público”.

Nossa organização social está em constante movimento e rearranjos, pois a evolução tecnológica e intelectual, e as diferenças sociais, nos obriga a mudanças e demandas que surgem a cada movimento: “Por todos os lados, observam-se iniciativas políticas e sociais que buscam romper com práticas e lógicas perniciosas ao interesse coletivo. Em administrações estaduais e municipais, na articulação de grupos da sociedade civil, nas práticas de resistências de grupos sociais, nos estudos empíricos e nas elaborações teóricas de intelectuais, estão surgindo novas práticas, propostas e análises que apontam que um outro mundo é possível. A solidariedade como princípio ético e político vai além das convicções pessoais, alcançando um leque inédito de práticas econômicas e societais.” (França Filho, 2006)

Neste sentido, fortalece-se o terceiro setor, que vem ocupar o seu lugar de direito na construção de alternativas de políticas sociais. Ainda que de forma tímida, em nosso país, e lamentável falta de credibilidade e seriedade de algumas poucas instituições, temos bons exemplos e resultados surpreendentes apresentados por esse segmento.

Demonstrando essa afirmativa, foi a conquista da UNAPMIF do status consultivo especial junto às Nações Unidas o que lhe confere o legítimo reconhecimento e respeito pelo seu trabalho. Esta titulação só é conferida a organizações realmente comprometidas e em cumprimento de suas funções estatutárias.

Como presidente, sinto-me honrada, e como filiada, orgulhosa e convicta de estarmos no caminho certo.

Assim parabenizo, em nome da atual diretoria, e das filiadas, toda a equipe técnica e administrativa, pela competência e engajamento, e em especial, a nossa diretora executiva, que tem sido incansável na luta pelo fortalecimento da União. Assim, acreditamos que a injustiça social e a pobreza, não são naturais entre os homens. Tampouco a competição e o individualismo são as únicas formas de se obter os melhores resultados na resolução dos problemas.

A humanidade só avançou através da união, da cooperação e da solidariedade.

 
 

Rosária Sékua
Setembro, 2007

Foto: Durante a Cúpula Mundial da Família +2, na Jordânia

 
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